HORÓSCOPO CHINÊS

 

A China Antiga e a tradição

O maior estudioso da civilização chinesa, o francês Marcel Granet, afirma que a história da China Antiga se baseia num sistema de mentiras, ao mesmo tempo ingênuas e sábias. É impossível acreditar, atualmente, que os historiadores chineses não tenham alterado de alguma maneira os textos originais. Entretanto, se "acomodaram" os dados tradicionais, foi com o objetivo de defender a própria tradição, que constituía o princípio da vida política e religiosa. De modo que tudo leva a crer que a tradição, em seu conjunto, tenha sido respeitada. Resta, porém o fato de que somos obrigados a deixar sem data todos os períodos anteriores a 841 a.C. O que não significa de maneira, que a civilização do Extremo Oriente não seja muito antiga. Seria mais correto dizer, como observa Granet, que os chineses começaram a se interessar pelos fatos, enquanto tais, bastante tarde. Na verdade, nas civilizações tradicionais, principalmente as do Oriente, o dado histórico, tal como é concebido pela historiografia ocidental, não passava de um mero acidente, nada digno de ser lembrado. Acrescentar-se ainda que é difícil crer que a civilização chinesa tenha mantido uma autonomia absoluta. A idéia de uma China que tivesse vivido isolada do mundo ao longo de diversas épocas não tem crédito junto aos estudiosos. E, se não existe nenhum motivo válido para duvidar que a cultura da China tenha origens muito remotas, também não há nenhuma razão para acreditar que a China tenha sofrido menos invasões e influências na Antigüidade do que nos tempos modernos.

 


A Ordem Do Céu

Os principais documentos chineses antigos disponíveis são os livros chamados "canônicos" ou "clássicos": O livro das Mutações (I Ching), o Livro dos Anais (Shu Ching). O Livro dos Ritos(Li Ching), o Livro das Odes (Shi Ching) , o Livro da Primavera ou do Outono ou da História (Chou Ching), Apesar das discrepâncias cronológicas e das diferenças de tradução, um dado essencial pode ser extraído dessas obras: o culto e o estudo do Céu.

A antiga China considerava a vida do Céu na totalidade, incluindo a ordem regular de suas manifestações, em relação com a vida vegetal, animal e humana. O universo espaço-tempo era visto essencialmente em suas relações com as fases periódicas da vida sobre a terra das atividades do homem na sociedade. O Imperador era concebido como sacerdote de uma religião celeste, conexão entre os homens e o deus que habitava o polo norte. Este último é, de fato, o ponto celeste, que mantém imóvel no centro da rotação dos astros. Conseqüentemente, levavam em consideração todo o movimento celeste, e não apenas o movimento do Sol. Consta que o Imperador Yao (e seus sucessores) tinha a sue lado quatro astrônomos, cada um encarregado de observar uma das quatro regiões do Céu (Norte, Sul, Leste, Oeste) calcular e definir o percurso do Sol, da Lua, das estrelas, das constelações, e de informar quais épocas das várias atividades. Cabia ainda aos astrônomos observar a posição de certos astros no momento do nascer e do pôr do Sol, a fim de estabelecer a estação por meio das posições do Sol em relação a algumas estrela fixas. Isso permitiu construir um calendário solar estreitamente ligado às atividades agrícolas sazonais. Havia dias favoráveis e desfavoráveis não só para a agricultura como também para a ação do imperador e do Estado como um todo.


O Calendário

A duração do ano solar, elemento fundamental do calendário, é de 365 dias e ¼. Para fins normais, não se considerava, entretanto, a fração do dia, e eram utilizados três anos, consecutivos de 365 dias cada um, aos quais se seguia um quarto ano de 366 dias.

O ano era dividido em doze partes iguais (30 dias e 14/32), que se chamavam chong-chi. Sua duração, seu ponto de partida (o solstício de inverno) e o modo de se sucederem ao longo do ano, mostram uma coincidência aproximada com as doze divisões gregas, da elíptica, contadas a partir de Capricórnio.

A esse calendário solar estava relacionado um calendário lunar, baseado nos movimentos mensais da Lua, e utilizado para fins civis. A revolução lunar se completa, no entanto, em aproximadamente 29 dias e meio, isto é, tem uma duração inferior à de um chong-chi. Não havia portanto correspondência entre dois calendários. Mas um período de 228 chong-chi (por volta de 19 anos) correspondia aproximadamente a 235 lunações. A cada 19 anos, então, com algumas correções, ocorria uma correspondência entre o calendário solar e o calendário lunar. Considerando assim sete meses intercalares em 19 anos, obtinha-se um calendário luni-solar bastante preciso, no qual o ano começava sempre no mesmo período. De qualquer modo, o sistema astrológico chinês baseia-se no ano lunar, isto é, nas doze lunações de 29 dias e meio cada. Porém, a cada dois anos e meio, acrescenta-se um décimo terceiro mês, para reequilibrar o calendário. Cada um dos grandes ciclos astrológicos dura 60 anos e é composto de cinco ciclos mais curtos de 12 nos lunares cada. No dia 1° de fevereiro de 1984, por exemplo, encerrou-se o grande ciclo iniciado em 5 de fevereiro de 1924.

Cada ano do ciclo menor é associado a um animal. Embora conste a lenda que Buda, antes de ir embora este mundo, chamou todos os animais, mas somente doze se apresentaram. Como recompensa por sua solicitude, Buda deu a cada ano o nome de um deles, de acordo com a sua ordem de chegada. O primeiro foi o Rato, seguido pelo Boi, e pelo Tigre; depois vieram o Coelho (ou Lebre), o Dragão, a Serpente e o Cavalo; em seguida, juntaram-se a eles a Cabra (ou Ovelha ou Carneiro), o Macaco e o Galo; finalmente chegaram o Cão e o Javali (ou Porco). Cada ano é, pois governado astrologicamente por um desses animais.


A Importância Da Hora Do Nascimento

Em relação a horários se faz necessária uma advertência importante: no calendário lunar chinês, o dia começa às 23 horas. Portanto, é preciso prestar atenção: toda a pessoa que nasce depois das 23 horas de um dia que fecha um signo pertence ao signo do dia seguinte. A hora do nascimento também é importante para determinar o que é impropriamente chamado ascendente. Cada hora é governada por um dos dignos animais aos quais se associam os doze anos do grande ciclo.

 


Os Cinco Elementos

Segundo a tradição ocidental, os elementos constitutivos do universo são quatro; a Água, o Fogo; o Ar; e a Terra. No entanto para a civilização chinesa, estes são cinco Água, Fogo, Madeira, Metal e Terra. Além disso, a cosmovisão chinesa considerava que estes cinco elementos estavam relacionados entre si de várias maneiras. O pai da Água era o Metal (que aquecido se trona líquido) e sua filha a Madeira (a Água torna possível a vida da vegetação). A mãe do Fogo era a Madeira (que pode queimar) e sua filha a Terra (cinzas). A Madeira era, portanto, filha da Água é mãe do Fogo. O Metal era filho da Terra (os metais se encontram no seio da Terra) e pai da Água . A Terra, finalmente era filha do Fogo e mãe do Metal. O Fogo vencia o Metal (que pode ser derretido pelo calor), o Metal vencia a Madeira (que pode ser cortada por uma lâmina metálica), a Madeira vencia a Terra (suas raízes se embrenham na terra e dela extraem seu alimento), a Terra vencia a Água (contida em diques e canais) e a Água vencia o Fogo(apagando-o).

A Água corresponde ao planeta Mercúrio e, aos rins; o Fogo a Marte e ao coração; a Madeira a Júpiter e ao fígado; o Metal a Vênus e aos pulmões; a Terra a Saturno, ao baço e ao pâncreas.

É importante lembrar que cada ano lunar do sistema chinês está ligado a um dos cincos elementos, que se sucedem na seguinte ordem, a cada dois anos, Metal, Água, Madeira, Fogo, e Terra. O primeiro dos dois anos pertencentes a um dos cinco elementos '‘e associado a Yang, isto é, o princípio masculino, positivo e luminoso da tradição taoísta. O segundo ano é, por sua vê, um ano Yin, o princípio escuro, feminino, de polaridade negativa.

Quem nasce em um determinado ano não é influenciado apenas pelo animal que o governa mas também pelo elemento e pelo princípio Yang e Yin vigente naquele ano.

 


METAL

Dá força, rigidez de caráter, inflexibilidade e poucas chances de ser influenciado.

ÁGUA

Simboliza o maleável e elástico, o comunicativo e emotivo.

MADEIRA

Torna as pessoas mais expansivas, generosas, compreensivas e criativas.

FOGO

Dá espírito de liderança, gosto por novidades, por aventuras e muita atividade.

TERRA


Dá o bom senso prático, organização, método e senso de responsabilidade.

 


YANG

Confere firmeza e estabilidade.

YIN

Dá mais maleabilidade.

 


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