Poesia de João Joaquim
da Silva Guimarães, pai de BG
À sepultura de...
soneto
No seio dessa térrea cova fria
Jaz escondida a sem igual efígie,
Que pura conservou no mundo de orige,
Que lá do céu, onde voltou, trazia.
Foi dar no empíreo aos anjos alegria,
Quem cá na terra o coração me aflige,
Quem lá do céu agora me dirige,
-- Sem culpa -- a seta, que a saudade afia.
Negro cipreste, vegetal figura,
Que obumbras triste o casto moimento,
Que com ela contém minha ventura,
Ah! tu cresces subindo ao firmamento,
E eu, só baixando a essa sepultura
Alívio posso achar a meu tormento.
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João Joaquim da Silva
Guimarães, segundo o seu filho Bernardo
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