Paróquia Sagrado Coração de Jesus

 

Cruzada Santo Antônio

 

Reflexão N.º 05

 

PACIÊNCIA

  1. Para refletir:

Andar de maneira digna, o que significa?

Antes de tudo, sermos dignos em nossa vida e na tarefa que realizamos.

Cumprir com amor e fidelidade a nossa missão. Fazermos o que devemos fazer, com toda retidão, honestidade, competência e amor, priorizando o bem comum e procurando aperfeiçoar-nos para melhor servir.

Andemos de maneira digna da vocação a que fomos chamados: pais ou mães de família, religiosos, sacerdotes, líderes comunitários, jovens, todos! Em todas as vocações, que são um chamamento de Deus, uma oportunidade que Ele nos dá para evoluirmos e servirmos, expressemos em forma concreta, pessoal e social, os verdadeiros valores. E impregnemos as estruturas sociais e humanas das transparentes verdades do Evangelho.

Para andar assim de maneira digna da vocação a que fomos chamados, devemos cultivar algumas atitudes que poderíamos chamar virtudes, tais como a humildade, a mansidão, a paciência e sobretudo a caridade. A humildade nos recorda a nossa situação de criaturas, e de sermos irmãos, iguais, servidores. A paciência nos leva a entender e suportar as nossas fragilidades e as dos demais. A mansidão nos torna promotores de paz e serenidade, esperança e alegria, valores dos quais é tão carente hoje a nossa realidade. E a caridade, o grande mandamento da convivência humana e cristã, nos garante a unidade, que é o aspecto central da vida cristã. Desta forma estaremos revestidos dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus.

2. Ouvindo a Palavra: Ler Ef 4.1-16

4,1-16. Os cristãos devem viver unidos na caridade pelos sete vínculos da paz (v. 3s). Os carismas, embora diversificados (v. 11), devem servir à unidade da Igreja. Cristo, pela humilhação da morte, foi glorificado e enriqueceu a Igreja de diversos dons para fazer crescer o todo:

3. Partilhando:

· Temos sido dignos em nossa vida e nas nossas tarefas?

· De que maneira temos suportado as nossas fragilidades e de nossos irmãos?

4. Oração:

Senhor dai-me forças para ser usadas perante as dificuldades. As dificuldades desafiam a minha capacidade, impacienta-me; retira o meu equilíbrio. Mas com a luz do Espírito Santo suplico-te a calma.

Senhor Deus, Pai bondoso, fazei que sejamos capazes de andar sempre de acordo com a vossa vontade, com o coração cheio de generosidade, numa vida digna da vocação a que nos chamastes.

AMÉM.

5. Compromisso:

· Fico na obrigação de me empenhar mais em manter a paciência comigo mesma e com o próximo, pedindo sempre a Deus a luz do Espírito Santo em todos os meus atos.

  1. Sugestões para Leitura:

PACIÊNCIA

 

A paciência de Deus é um aspecto do seu amor

Ex 34,6;

Jn 4,2;

Jl 2,13;

O nosso Deus é um Deus de paz, de paciência, de consolação e de

esperança

Rm 15,5.13.33

Àqueles que se maravilham da demora da parusia, Pedro responde que Deus é paciente porque espera a conversão dos pecadores

2Pd 3,4-9

1Pd 3,20

Rm 11,25-27

A paciência de Deus faz parte da sua pedagogia

Mc 11, 12-25;

Mt 21, 18-19;

Lc 13, 6-9.

de Deus faz parte da sua

Hb 12,5-7

Tg 1,12

Rm 5,3s; 15,4

é uma virtude humana

Jó 2,10

Pr3,11; 14,29

Eclo 2,13s

e cristã

Hb 12,1

Rm 12,12

Tg 1,2-4

2Cor 1,6

lPd 2,19s

2Tm 2,10-12

que favorece a convivência com o próximo

Pr 19,11

lTs 5,14

lPd 3,14-17

Fortaleza, Serenidade, Paciência, Magnanimidade

   

O caminho do cristão – como o de qualquer homem não é fácil. É certo que, em determinadas épocas, parece que tudo se cumpre segundo as nossas previsões. Mas isto habitualmente dura pouco. Viver é enfrentar dificuldades, sentir no coração alegrias e dissabores, e é nesta forja que o homem pode adquirir fortaleza, paciência, magnanimidade, serenidade.

É forte quem persevera no cumprimento do que entende dever fazer, segundo a sua consciência; quem não mede o valor de uma tarefa exclusivamente pelos benefícios que recebe, mas pelo serviço que presta aos outros. O homem forte às vezes sofre, mas resiste; talvez chore, mas bebe as lágrimas. Quando a contradição recrudesce, não se dobra. Recordemos o exemplo daquele ancião, Eleazar, que, segundo o relato do livro dos Macabeus, prefere morrer a violar a lei de Deus:

Morrendo valorosamente, mostrar-me-ei digno da minha velhice e deixarei aos jovens um exemplo de fortaleza, se sofrer com ânimo pronto e constante uma honrosa morte em defesa de leis tão graves e tão santas.

Quem sabe ser forte não se deixa dominar pela pressa em colher o fruto da sua virtude; é paciente. A fortaleza leva-o a saborear a virtude humana e divina da paciência. Mediante a vossa paciência, possuireis as vossas almas (Lc 21, 19). A posse da alma é colocada na paciência porque, na verdade, ela é raiz e guardiã de todas as virtudes. Nós possuímos a alma pela paciência, porque, aprendendo a dominar-nos a nós mesmos, começamos a possuir aquilo que somos. E é esta paciência a que nos leva também a ser compreensivos com os outros, persuadidos de que as almas, como o bom vinho, melhoram com o tempo.

Fortes e pacientes: serenos. Mas não com a serenidade daquele que compra a sua tranqüilidade à custa de se desinteressar dos seus irmãos ou da grande tarefa – que a todos cumpre – de difundir sem medida o bem por todo o mundo. Serenos, porque sempre há perdão, porque tudo tem remédio, menos a morte, e, para os filhos de Deus, a morte é vida. Serenos, até mesmo para podermos atuar com inteligência: quem conserva a calma está em condições de pensar, de estudar os prós e os contras, de examinar judiciosamente os resultados das ações previstas. E depois, sossegadamente, pode intervir com decisão.

Estamos enumerando rapidamente algumas virtudes humanas. Sei que, na vossa oração ao Senhor, aflorarão muitas outras. Eu gostaria de me deter agora pôr uns momentos numa qualidade maravilhosa: a magnanimidade.

Magnanimidade: ânimo grande, alma ampla, onde cabem muitos. É a força que nos move a sair de nós mesmos, a fim de nos prepararmos para empreender obras valiosas, em benefício de todos. No homem magnânimo, não se alberga a mesquinhez: não se interpõe a sovinice, nem o cálculo egoísta, nem a trapaça interesseira. O magnânimo dedica sem reservas as suas forças ao que vale a pena. Por isso é capaz de se entregar a si mesmo. Não se conforma com dar: dá-se. E assim consegue entender qual é a maior prova de magnanimidade: dar-se a Deus.

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