Cultura:Música: Circuito Local

Hardcore em Londrina

A música tem milhares de tendências, ritmos e letras que com certeza abrangem os mais variados gostos. Em Londrina, existem várias bandas que vêm fazendo um som alternativo e agradando muita gente. Em especial temos o crescimento do movimento Hardcore, que a cada dia conquista mais e mais jovens interessados em unir música e atitude.
Uma banda consciente, que traz letras sócio-político-ecológicas é o "ESTILHAÇO", que considera seu som uma mistura de punk-rock-hardcore-crust. A banda é formada por Tiago na guitarra, Eduardo Berbel no baixo, Patrick no vocal e Alexandre na bateria. Eles tocam juntos há 7 meses com essa formação. Eles têm se apresentado em Londrina e nas cidades da região como Assis, Marília e Presidente Prudente. Não criticam a receptividade do público daqui porque, segundo eles, os que gostam do tipo de som diferente são fiéis. Tiago diz ter gostado muito de tocar em Assis, "o pessoal agitou bastante." A banda tem uma demo chamada "Suicídio Coletivo/ Mundo Desumano", com sete sons próprios.
Outra banda que não reclama da receptividade do público é o trio "GROGUES, CEGAS E VIOLENTAS", uma banda de punk rock só de meninas. Carol, baixista e backing vocal, comentou que o público é muito caloroso nos seus shows. Elas tocam juntas desde abril de 1997 com a mesma formação. Além da Carol, Cynthia toca bateria e Maíra é vocal e toca guitarra.
A banda de hardcore "HARD MONEY" já tocou em várias cidades do interior do Paraná, de São Paulo e na própria capital. Já saíram em duas coletâneas, HC Scene #1 e #2, e tem quatro demos gravadas. A banda é formada por Robson na guitarra, Cientista na bateria, Bianca na guitarra e Rei no baixo, e todos fazem os vocais. Cientista afirma que o som deles tem elementos de reggae, ska e funk, somados ao peso e a melodia do hardcore e do punk rock.
Uma das bandas de hardcore mais novas de Londrina é o "SHORT FUSE". Eles acabaram de gravar a primeira demo, com seis sons próprios. A banda, formada por Alexandre na guitarra, Marcelo no baixo, Léo no vocal, Cocada na bateria e Bianca na guitarra, afirmou que não tem o que reclamar da receptividade do público. "Não importa o número de pessoas num show, importa se elas estão curtindo, agitando", disse Alexandre.
A cena parece firme. Bandas novas e velhas continuam acreditando em seus ideais. Sinceridade, diversão, conscientização, enfim, lemas que muitos jovens têm adotado como estilo de vida.

Maria Carolina Pasquali
Isis Fernandes Pinto

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