Em "Vida depois da vida" o Dr. Raymond A. Moody Jr. debruça-se sobre o estudo da vida posterior à presente vida física, ou seja, da vida para além da morte.
Algo em que a grande maioria da Humanidade acredita, pois biliões de indivíduos professam as diversas religiões conhecidas, as quais defendem a existência da alma (por vezes designada de outra ou outras formas: psique, mente, espírito, eu, ser, consciência, partícula de energia, etc.) e a sua vida posterior à morte física. Poucos são os seres que dizem não acreditar nessa vida para além da morte.
Contudo, aquilo que tem sido aceite na Religião
não tem sido devidamente investigado pela Ciência. Durante
muitas gerações foi tabu o estudo científico destes
temas.
Finalmente neste século alguns cientistas,
meritoriamente, têm vindo a desenvolver esforços no sentido
do esclarecimento daquela que muitos consideram a verdadeira vida, por
ser eterna.
O Dr. Moody é licenciado em Filosofia pela Universidade da Virgínia e em Medicina pela Universidade da Carolina do Norte, onde é professor de Filosofia da Medicina. Diz "acreditar que todas as grandes religiões têm verdades para nos contar" e também "que estão em nós todas as respostas para todas as verdades profundas e fundamentais". É membro da Igreja Metodista.
Durante alguns anos estudou mais de 150 casos de pessoas que passaram por aquilo a que chamou "experiências de antemorte":
"1) Pessoas que foram "ressuscitadas" após terem sido declaradas por um médico como clinicamente mortas.
2) Pessoas que, na sequência de acidentes, ferimentos graves ou doença, se aproximaram muito da morte física.
3) Pessoas que, ao morrerem, contaram a outras o que lhes estava a acontecer".
Do estudo de todas essas situações, o Dr. Moody, juntando os dados comuns à generalidade desses casos, conclui que quando "um homem está a morrer atinge o estado de maior relaxamento físico e ouve o médico ou outra pessoa dizer que ele está morto.
Depois começa a ouvir um ruído esquisito e, ao mesmo tempo, começa a movimentar-se através de um túnel escuro e comprido. Sente-se subitamente fora do seu corpo físico, mas nas suas imediações, de maneira que consegue vê-lo, mas de fora, como um espectador. Deste ponto exterior observa as tentativas de reanimação, sentindo-se emocionalmente confuso.
Decorrido algum tempo, reage, habitua-se à sua estranha e nova condição. Verifica que tem ainda um "corpo", mas de natureza e características muito diferentes do outro que deixou.
Em breve vêm ao seu encontro outros seres para o saudar e ajudar. Sente a presença de parentes e amigos que já tinham morrido. Surge depois um espírito acolhedor, um ser de luz, que lhe sugere a avaliação da sua vida, mas não verbalmente, e ajuda-o mostrando-lhe uma panorâmica instantânea dos maiores acontecimentos por que passou.
A certa altura sente que se aproxima de uma espécie de fronteira, a qual, aparentemente, representa o limite entre a vida terrestre e a outra vida. Sente, contudo, que tem de voltar para trás, que ainda não chegou a altura de morrer. Neste momento resiste..., reúne-se novamente ao corpo físico e sobrevive.
Mais tarde tenta contar aos outros, mas tem dificuldade em fazê-lo. Em primeiro lugar, não consegue encontrar palavras humanas adequadas para descrever estes episódios. Percebe também que as pessoas troçam dele, e desiste da sua narrativa. Contudo, a experiência afecta profundamente a sua vida, especialmente a sua opinião sobre a morte e a sua relação com a vida física."
Nesta sua obra o Dr. Moody estudou os primeiros passos da vida depois da vida. Os resultados do seu estudo são semelhantes aos do Dr. George Ritchie, da Drª. Elizabeth Kubler-Ross, do Dr. Robert Kastenbaum, do Dr. Melvin Morse e de tantos outros, em diversas universidades europeias e norte-americanas.
E, para além dos primeiros passos, tanto
mais há para investigar e descortinar...