Desde muito jovem entendi a Terra como um mundo-escola, ou seja, como um planeta onde nós vimos para aprender, apresentando-se-nos ao longo de uma existência situações diversificadas, que nos permitem absorver novos conhecimentos, corrigir deficiências do passado, evoluir.
Essa evolução será tanto maior quanto maior for o esforço honesto e construtivo que fizermos, útil para nós próprios, útil para os seres que nos rodeiam e útil em termos universais.
As dificuldades que ao longo de uma vida nos surgem são afinal oportunidades para aprendermos, ao desenvolvermos o esforço necessário e suficiente para as vencermos.
Os sofrimentos por que vamos passando são como que situações de alerta para a má utilização do nosso livre-arbítrio no passado ou no presente. Ainda oportunidades para procurarmos detectar as causas que geraram ou geram tais efeitos, as corrigirmos e as não repetirmos.
Seres de diversos níveis espirituais habitando a Terra em simultâneo, vamos aprendendo uns com os outros. Com os mais evoluídos aprendemos a seguir os seus exemplos; e com os menos evoluídos podemos aprender a não cometer os erros que neles identificamos. A sós, pelo exercício da meditação, temos condições para escolher o caminho que de facto nos interessa seguir.
Nenhum de nós é perfeito. Uns têm tendência a cometer certos erros. Outros já não cometem esses erros, mas falham noutros aspectos, já ultrapassados pelos primeiros. Na convivência com todos, vamos tendo imensas oportunidades para nos autoaperfeiçoarmos.
Pela meditação o Homem pode ir-se orientando para um progressivo estado de purificação da sua alma. No contacto com o mundo o ser humano pode ir conquistando progressivamente o estado de pureza.
Aqui estamos, todos sem excepção, para aprender, desde que nascemos até que morremos fisicamente.
Sempre valorizei a troca de ideias, como algo enriquecedor para quem deseja aprender. Sempre gostei de me considerar um livre-pensador, aberto à análise e ponderação das ideias que me vão sendo apresentadas. Tenho muito prazer em ouvir e em ler, procurando separar o que é bom daquilo que não interessa.
Ao longo dos últimos anos tive a satisfação de escrever algumas notas para a revista "A Razão". Ainda e sempre a oportunidade de aprender, para as escrever e enquanto as escrevia.
Agora, depois de revistas e actualizadas, aqui estão essas notas reunidas numa publicação que desejo dê tanta satisfação a quem as ler como deu a quem as escreveu.